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Neste moinho - que compõe os quatro marcos do museu colonial da cultura italiana - a menina Amábile compartilhava sonhos com sua amiga Virgínia. Seguramente o sonho que teve com Nossa Senhora deve ter sido partilhado primeiro com a amiga, já que as duas se encontravam todos os dias neste lugar. Aqui elas trabalhavam ajudando a família, mas também repartiam seus ideais. Elas intensificaram sua vontade de servir a Deus e se tornaram líderes comunitárias.
O moinho, além do trabalho para o sustento, tornou-se o local de oração, de acolhida do povo e de partilha do ideal comum: consagrar-se a Deus na vida religiosa.
Aqui no bairro de Vígolo haviam quatro moinhos, já que a riqueza de nascentes d'água e a geografia do lugar são fartas. Estes serviam para triturar o café e o milho. As famílias conseguiam viver neste pequeno e estreito vale. A mandioca era plantada nos morros e o milho e o arroz nas várzeas. Segundo o Francisco Dallabrida, não havia excedente na produção. "Naquele tempo era tudo muito mais simples. As compras eram pagas uma vez por ano, com a colheita de aipim (mandioca)", explica Dallabrida.
Próximo ao moinho há um pequeno oratório de Nossa Senhora do Moinho. Neste local os pedreiros rezavam antes de começarem a trabalhar na construção da Igreja Nossa Senhora de Lourdes.
Algumas peças do moinho e o oratório não estavam neste local. Eles foram transportados para preservar a história e para visitação pública, já que fazem parte da paisagem do lugar e da cultura italiana.
Fonte: Santuário Santa Paulina